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A Cloroquina vai detonar Bolsonaro: ele insiste no crime, mas Senado não engole!

(Por Leonardo Stoppa¹, NAN)

Houve uma mudança significativa na posição das elites brasileiras em relação ao Bolsonaro. Antes o presidente era alvo de pequenas críticas, agora ele está sendo cercado de todos os lados.
Apenas os elementos que foram trazidos pela CPI nesses primeiros dias já são suficientes para tirar Bolsonaro da presidência por crime de responsabilidade. Entretanto, o foco real do Senado é a diluição da credibilidade do presidente na sua base de apoio, ou seja, mostrar para o eleitor dele que esse eleitor foi feito de bobo esse tempo todo.
É muito importante que, aos poucos, as pessoas percebam isso por si próprias. É necessário que os bolsonaristas concluam que realmente ele insistiu na cloroquina, que ele adiou a compra das vacinas e que ele agiu politicamente contra a vida no Brasil.
Em ato de desespero, Bolsonaro intensifica o discurso em favor da cloroquina, o que é uma clara aplicação de uma consagrada técnica de defesa: justificar um crime por um motivo virtuoso. A fim de exemplificar, de modo análogo, pensemos que há um criminoso que matou e ninguém sabe. Ainda que acusado, ele negará o crime até o último momento.
Já o criminoso que matou e todo mundo viu, não há como esconder o crime. Então, seu advogado orientará a defesa para apontar os motivos do assassinato com o objetivo de criar um excludente de ilicitude. Isso é uma técnica de defesa e é por isso que Bolsonaro continua insistindo na cloroquina, pois não há como esconder o crime.
A situação do Bolsonaro já está decidida. A questão é de quanto tempo vai demorar para diluir sua base de apoio. Enquanto os bolsonaristas acreditarem que ele agiu para salvar os brasileiros e, por isso, defende a cloroquina e o tratamento precoce, ele consegue adiar sua queda. Essa é a realidade, é por isso que ele continua insistindo que não errou, trazendo em sua defesa a posição isolada de alguns médicos que divergem do posicionamento científico majoritário. Dessa forma, Bolsonaro vai tentar o excludente de ilicitude. Essa é a técnica jurídica que sobrou para ele, que perdeu apoio de todos.
Seu desespero tem motivo: CPI é coisa séria. Exemplo notório é o maior criminoso do Brasil, Eduardo Cunha, um Al Capone tupiniquim que supera até Aécio Neves. Cunha não caiu por causa dos seus crimes, assim como Aécio e Temer continuam livres, leves e soltos. Cunha caiu por mentir em uma CPI! Muitas pessoas pensam que a Comissão Parlamentar de Inquérito é insignificante por conta das CPIs que aconteciam isoladamente pela esquerda. O caso atual é diferente: trata-se de um “novo acordo nacional”, e além de ter o apoio de vários partidos, a derrubada do Bolsonaro vem com o endosso de parte importante da elite, além de ser “com o supremo, com tudo”.
O mais interessante de uma organização criminosa é que quando a situação começa a apertar, os integrantes entram em processo de autodestruição. Há um filme que narra esse tipo de acontecimento, que é O Preço de um Resgate (1996).
Neste momento, qualquer um que faça parte dessa organização irá pensar que se sacrificar por Bolsonaro não vale a pena, pois o presidente jamais faria o mesmo por qualquer pessoa. A tendência natural é que todos os diretamente envolvidos sejam treinados por mídia trainer, a fim de tentar criar uma versão para se salvarem. Já aqueles que não tem “culpa no cartório”, com certeza acusarão Bolsonaro. Esse é o fantástico efeito da CPI!
Outro ponto interessante sobre a investigação é que ela vai levar para o eleitor do Bolsonaro o desmente das fake news nas palavras dos próprios bolsonaristas. Isso é diferente de um esquerdista falando, por exemplo, que os que estão usando ivermectina foram feitos de bobos. Serão os próprios bolsonaristas, que antes defendiam isso, que agora irão falar que defenderam esses absurdos apenas porque foram obrigados.

 

¹Leonardo Stoppa é analista Político, graduado em Ciências Políticas, Economia, Ciências Contábeis e Pós graduado em Marketing Digital, Jornalismo Político, Engenharia Elétrica. É também Engenheiro Eletrônico (MIET), Engenheiro de Produção, Engenheiro Ambiental e Engenheiro de Segurança do Trabalho (CONFEA 1418043931), Administrador (CRA-MG 01-063714/D), Estuda Bacharelado e Mestrado em Direito.

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