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Evangélicos abandonaram Bolsonaro e apoiam Lula

O Silas Malafaia saiu da posição de crítico e antagonista ao presidente Bolsonaro em 2017 para ser seu maior defensor neste momento. Porém, uma das maiores lideranças da Assembleia de Deus, o Bispo Manoel Ferreira teria se encontrado com o presidente Lula para falar sobre apoio para 2022, afinal segundo uma pesquisa feita pelo IPEC, Lula lidera intenção de votos entre os evangélicos, o que deixou Malafaia revoltado.

Apesar de RR Soares, Edir Macedo, Valdemiro Santiago e o Marco Feliciano apoiarem Bolsonaro, eles não o defendem tão ferrenhamente como o Silas Malafaia. Malafaia está em evidência nesta defesa do presidente. Desta forma, é mais fácil para o RR Soares e Edir Macedo se descolarem do Bolsonaro.

Macedo pode, por exemplo, utilizar sua emissora de TV – a Record – para começar a criticar o presidente Bolsonaro e evitar fazer tantos elogios públicos a ele. Deste modo, ele se distancia do presidente e pode se isentar de fazer campanha para ele, diferindo da posição de Malafaia, que age como um cabo eleitoral antecipado de Bolsonaro.

Malafaia poderia ter deixado de apoiar Bolsonaro ainda em 2019, quando vazou o áudio dele a Alexandre Frota, falando que ele estava decepcionado com o presidente e arrependido de ter votado nele, mas que não falaria isso publicamente para não dar o braço a torcer aos “esquerdopatas e à Globo lixo”. Porém, para manter a sua base cristã fiel dentro da igreja protestante, Silas precisa moderar o discurso e se afastar do presidente, pois se não o fizer os fiéis irão se afastar dele. Isso porque quem permanece apoiando Bolsonaro neste momento dadas todas as circunstâncias é caracterizado como um cínico oportunista ou um fascista.

Tendo isso em vista, podemos considerar que o grupo de eleitores do Bolsonaro pode ser separado em dois: um de pessoas que não queriam votar no PT e hoje se sentem enganadas; e um grupo de defensores do fascista que está no poder. Quem defende o presidente vendo tudo que ele está fazendo e apoiando tudo o que ele tem feito comunga com discurso fascista.

Malafaia está em um caminho complexo e, possivelmente, sem volta em relação a seu apoio a Bolsonaro. Mesmo que ele abandone o presidente, ele perderá o apoio deste e também de sua base cristã protestante. Malafaia é membro da “máfia gospel”, um grupo de pastores que se reúnem frequentemente com Bolsonaro para o orientar, inclusive indicando nomes para o STF. O presidente já afirmou para interlocutores que o indicado ao Supremo será o AGU André Mendonça e, caso não seja aprovado, o próximo na lista é Augusto Aras.

Apesar desta suposta influência de Silas sobre Bolsonaro, isso demonstra também que todas as coisas ruins que o presidente faz têm o toque do pastor. Isso coloca uma dúvida nas pessoas que leem a Palavra e entendem a Bíblia, pois uma liderança religiosa tão influente e importante como Silas não poderia apoiar um genocida.

Além disso, a situação econômica de Malafaia não está boa. Ele está devendo muitos impostos e, em 2019, ele pediu recuperação judicial de sua empresa, mesmo aquele ano, em teoria bolsonarista, sendo supostamente o ano da abundância e da prosperidade pós-eleição de Bolsonaro.

Com o fechamento de algumas igrejas por conta das medidas restritivas em alguns estados e municípios, a arrecadação da igreja do Silas despencou. Como a riqueza dele se baseia na fé dos outros, com pedidos para que os fiéis deixem de pagar aluguel para doar dinheiro à igreja, ele está ficando enfraquecido.

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