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Exército pode derrubar o Bolsonaro antes da CPI

Bolsonaro cutucou um formigueiro e ele vai pagar caro por isso. O presidente deu um cargo político para o general Pazuello, para blindá-lo das sanções que ele sofreria por causa de suas manifestações políticas, pois os militares não podem ir a comícios, como fez o ex-ministro.

Porém, esta tentativa de proteção ao general tira a autoridade da cúpula das Forças Armadas que iria puní-lo. Com isso, Bolsonaro perdeu a reputação dentro da sociedade brasileira e os militares não querem mais nenhum tipo de associação com o bolsonarismo.

Há exemplos explícitos sobre isso, como nas manifestações de esquerda, que os policiais batiam nos manifestantes, abusavam e saíam comemorando. Porém, nas manifestações contra o Bolsonaro neste dia 29 de maio, os policiais que abusaram da violência foram afastados, inclusive diretores. Neste momento, não é mais bem-vinda a ideia de atacar a esquerda como era desde 2016, quando este segmento tentou protestar após o golpe e foi brutalmente atacado pelos policiais a mando dos governadores.

Atualmente, ninguém quer se associar ao Bolsonaro. Entretanto, a direção do Exército não é somente o diretor nomeado pelo presidente, sendo que mesmo este indicado não gostou nada dessa decisão de blindar o Pazuello. A cúpula do Exército é formada por um colegiado de generais de 3 e 4 estrelas. Essas pessoas não estão do lado do Bolsonaro, porque isso significa estar do lado do genocídio.

O presidente fez uma jogada na tentativa de rachar as Forças Armadas e testar sua popularidade. Porém, com isso, ele cometeu um suicídio político, porque o pouco de apoiadores que tinha dentro dessas organizações vai ser obrigado a abandoná-lo.

A pressão de antes, que era “ou você está com Bolsonaro, ou você está contra as Forças Armadas”, se inverteu. Agora, aqueles que continuam dentro dos braços armados do Estado apoiando o presidente, envergonham a instituição. Aquelas pessoas que tiraram fotos com Bolsonaro estão afastadas da polícia, como, por exemplo, o agressor da vereadora no protesto deste 29 de maio.

Na reunião da cúpula das Forças Armadas será decidida a atitude destas perante o Bolsonaro. É possível que haja, inclusive, a elaboração uma ordem semelhante à que o STF recebeu para proibir os brasileiros de terem o direito de votar no ex-presidente Lula.

Desta forma, é possível que a queda do Bolsonaro seja antecipada para que o Exército não continue recebendo a reputação de genocida junto com ele. Há a possibilidade de que o STF receba uma mensagem do Exército para derrubar de vez o Bolsonaro e limpar essa conexão com o extermínio do povo brasileiro.

Isso porque, cada vez mais, o povo associa as polícias e os militares às mortes por coronavírus. Além disso, a base das polícias e das Forças Armadas, bem como a base bolsonarista, estava tomando cloroquina e ivermectina, sem saber que esses medicamentos são para protozoários e a covid-19 é causada por vírus.

 

 

Leonardo Stoppa é analista Político, graduado em Ciências Políticas, Economia, Ciências Contábeis e Pós graduado em Marketing Digital, Jornalismo Político, Engenharia Elétrica. É também Engenheiro Eletrônico (MIET), Engenheiro de Produção, Engenheiro Ambiental e Engenheiro de Segurança do Trabalho (CONFEA 1418043931), Administrador (CRA-MG 01-063714/D), Estuda Bacharelado e Mestrado em Direito.

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