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Uma chama de esperança para a engenharia

O ano de 2020 foi emblemático na luta pela saúde pública e pela democracia. Entre as várias frentes de batalha, uma foi particularmente importante para a engenharia brasileira: a disputa pela presidência do Conselho Regional da categoria em São Paulo, o CREA-SP. Apenas como exemplo da maneira como se desenrolou a campanha, no auge da contaminação da Covid-19, basta dizer que a situação foi intransigente quanto à obrigatoriedade da eleição presencial, colocando em risco milhares de pessoas que precisaram então se deslocar para votar, sem contar a equipe que trabalhou no aparato do pleito (alguma semelhança com a absurda pretensão do governo de retornar com a cédula de papel não é mera coincidência –para esse pessoal, os fins justificam os meios).
Porém, em plena pandemia, um grupo aguerrido de profissionais lutou contra esse sistema marcado por fraudes, arbitrariedade e desmando com dinheiro público, em uma contenda que prossegue na Justiça, com a eleição ainda sub judicie. Agora encontra-se no prelo um livro que registra esses acontecimentos importantes na luta pela democracia e representatividade profissional transcorridos na campanha à presidência do CREA-SP. A leitura de “Engenharia em Chamas: Encruzilhada Histórica no CREA-SP” revela os atos lastimáveis perpetrados naquela disputa e faz da obra, desde já, um baluarte da retomada da moralidade no trato daquilo que é de interesse coletivo. É um relato que se ergue, entre o rastro de usurpação do poder, como uma chama de esperança para a engenharia e para o país. O autor, o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, é nome de destaque no cenário das entidades e associações de classe, e liderou uma das chapas de oposição na campanha. Ele observa na apresentação do livro: “Mirar o futuro com firmeza e decisão exige, muitas vezes, uma boa olhada no retrovisor. De olho nesse passado, tomamos tento do presente para planejar o futuro, que certamente será muito melhor que o pesadelo que atravessamos. O que vimos acontecer no plano federal desde os desdobramentos de junho de 2013 se espraiou, e parte do que relata esse livro está contaminado pelo que de lá derivou.”
Prossegue ele: “A engenharia brasileira foi talvez a maior vítima do ataque que toda a nação sofreu por meio de law fare, exatamente por ser uma engenharia de ponta, que realizou projetos impressionantes, obras maravilhosas como Itaipu e o metrô de São Paulo, além de muitas outras construções no Brasil e no exterior. Precisamos recuperar essa grandeza, lembrando que a engenharia nunca faz nada sozinha, mas envolve vários segmentos sociais, notadamente da gloriosa massa de trabalhadores que temos, que nos orgulha, por termos a consciência que só o trabalho gera riqueza.” Como alerta o autor, a luta travada no CREA-SP prossegue e será exemplo para esse futuro que desejamos para o país.
Sálvio Nienkötter
Editor da Kotter Editorial
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