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Barata – Confissões – Bernardo Joffily

Código 9786553611801 Categorias , , , ,

BarataConfissões é um pequeno romance histórico, onde a ficção tenta não brigar com os fatos havidos e até aproveitá-los. Estamos em 1838. O baiano Cipriano Barata, incendiário jornalista do Sentinela da Liberdade, fervoroso revolucionário, 75 anos, doze deles nos cárceres da colônia, império e regência, finda seus dias desterrado em Natal, na época pouco mais que uma aldeia. Perdeu os óculos, espatifados por um malvado. Dita suas Confissões, título pirateado de Jean-Jacques Rousseau, a um menino cativo, Moisés, a quem ganhou do vigário local no xadrez, numa tenebrosa noite de procissão dos penitentes. A narrativa se alterna com passagens das muitas vezes amargas Confissões de Barata.

Alma rabugenta mas irrequieta, curioso por profissão, o velho jornalista termina se deixando arrastar para a investigação de uma intrigante matança de cavalos nos arredores. Entra pelo sertão, com Moisés, no encalço da menina Maria Rita, que escapou da chacina e pode ter a chave do enigma.

As peripécias do percurso incluem as altas cristas da Chapada da Borborema, o pai e da menina e sua coleção de chicotes, um enorme mendigo louro, a avó de todas as cascavéis, um potentado borboremense aleijado que pratica o “direito de pernada”, um velho leproso que narra em versos seu caso de amor e tenta em vão decifrar sinais gravados na rocha em tempos remotos.  A viagem sertaneja culmina no encontro com os devotos da Pedra Bonita, que oferendam os próprios filhos em sacrifícios humanos para desencantar o Rei Dom Sebastião – um horripilante episódio real narrado entre muitos outros por Euclides da Cunha.

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Barata – Confissões – Bernardo Joffily

ISBN: 978-65-5361-180-1

16×23

R$ 49,70 R$ 24,85

Bernardo Joffily é um grande jornalista. Durante a ditadura, foi um dos responsáveis pelo jornal da Ação Popular. No final da ditadura, ajudou a editar o jornal Tribuna Operária – que foi minha escola de jornalismo e ele, meu professor. Já nos anos 2000, ele criou o site Vermelho – que ganhou vários prêmios e foi um expoente da mídia digital alternativa. Já traduziu vários livros para a Companhia das Letras. Agora, escreve seu primeiro romance.