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Çeiva

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PRÉ-VENDA

“Çeiva” refunda o alfabeto que é todo apresentado como espetáculo barroco de sonoridades, o grafema e seu(s) som(ns) numa sinfonia dionisíaca que é o resultado da vida criada pelo encontro do pensamento do poeta com a terra da linguagem. Aqui, o estado bruto da fala, atravessada por uma vertigem sonora nos captura para a selva dos sentidos. Disrupções no corpo das palavras, abalo sísmico que fissura as sílabas pelas artes do trovão de um deus tupã que dos céus desta cosmologia nos olha a nós, macunaímas, ímãs de significados tatuados em nossos corpos febris. O poema emerge em “Çeiva” como âncora do sentido: a língua, assim como a terra, é materna e a palavra é feminina em sua permanente esquiva, sua face lunar oculta prenhe de significados que podemos apenas intuir, nunca apreender no todo. A çeiva é
da ordem do feminino, as águas, as águas infindas da terra brasilis – o som das águas é som da palavra, o som da seiva por dentro das plantas é o som da palavra, o crepitar da chama é o som da palavra, o baque das pedras no solo é o som da palavra, o vento das folhas é o som da palavra, numa permanente mímesis que infunde o tecido da poesia de Djami Sezostre. Assim, o poema nasce como uma flor percorrida por esta seiva sonora que nos dá o poeta.

Nuno Rau

ISBN: 9786580103287

65 pág.

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Djami Sezostre

O fauno Djami Sezostre é natural da fazenda Onze Mil Virgens, em Rio Paranaíba, no Triângulo, 17 de abril de 1971, filho dos ágrafos Ovídia Ribeiro e Antônio Sezostre. Poeta e performer, Djami Sezostre inventou a Poesia Biossonora e a Ecoperformance, com espetáculos apresentados na América, Europa e África. Extemporâneo, publicado no Brasil e exterior, com traduções ao inglês, espanhol, francês, alemão, finlandês, húngaro etc. Autor, por exemplo, de Çeiva, protopoesia, Anu, nãotexto de biopoesia, Cachaprego, a fala da natureza, Z a zero, ultrasonetos dos sentidos, Zut, nãolíngua original e artificial, O pênis do Espírito Santo, salmos do sol, Rudárido, o deus verde. Ensaísta de ruptura com Portuguesia: Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética, contraantologia com 101 autores de línguas portuguesas. Apresentador do programa de radioarte Tropofonia, na rádio educativa 104,5 da UFMG. Editor da Anome Livros, editora que publica sonhos. Vive na Pauliceia Desvairada, depois de habitar o paraíso do Curral Del Rey, onde fez nos jardins internos do Palácio das Artes o projeto Terças Poéticas. Agrolírico, Djami Sezostre explora em Cão Raiva a poesia em estado de sexo, para tresler os sentidos.

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