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Trabalhadores não ficam parados na pandemia e apresentam formas de resistências – 21 de outubro de 2020

por Pedro Carrano

 

De acordo com o boletim “De Olhos nas negociações”, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR), os trabalhadores vêm provando certo poder de resistência nas negociações salariais de 2020, diante da grave situação econômica nacional, conforme revela análise dos reajustes registrados no Mediador, do Ministério da Economia.

Porém, na tendência geral, sabemos que, desde 2016, ano do Golpe contra o governo Dilma e de uma série de ataques contra os trabalhadores, houve um recuo no número de greves e mobilizações.

Ao contrário, entre 2003 e 2012, nos períodos Lula e Dilma, trabalhadores sentiam-se em condição mais favorável para suas demandas, para realizar greves e conquistar aumento real. Havia sido um período marcado pelo aumento do número de greves e, consequentemente, conquista de benefícios.

Mesmo assim, os dados abaixo são importantes. Mostram que trabalhadores conseguiram manter em suas negociações certo patamar de ganhos. Ou, ao menos, evitar perdas.

“A pesquisa analisou 4.938 reajustes salariais de categorias com data-base entre janeiro e agosto de 2020, registrados até a primeira quinzena de setembro. Os dados mostram que cerca de 43% dos reajustes resultaram em aumentos reais aos salários, 29% em acréscimos iguais à inflação e 28% em perdas reais, com base na variação da inflação desde o último reajuste de cada categoria pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”

 

Pedro Carrano é o responsável pelo Boletim de Notícias da Kotter. Pedro nasceu em São Paulo (SP), em 1980. Jornalista, militante político e pai da Clara. Tem livros de reportagem e poesia. “Meninos sem Matilha” é seu segundo volume de contos.

Imagem, Fonte: Brasil de Fato

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