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Para Um Túmulo Anatole – Stéphane Mallarmé – Trad. Guilherme Gontijo Flores

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Stéphane Mallarmé, antes de morrer, pediu que sua filha Geneviève queimasse todas as suas notas e um conjunto de pequenas folhas manuscritas. Escritas entre 1879 e 1880, depois da morte de seu filho de oito anos, essas páginas chegaram até nós com o título Para um túmulo de Anatole, permanecendo, porém, inéditas até 1961. O autor nunca quis publicá-las nem se referiu a elas em sua correspondência. Diferentes de outros “túmulos”, gênero a que Mallarmé se dedicou para prestar homenagem a Baudelaire, Verlaine e Poe, elas são anotações fragmentárias, em que convergem fato brutal e trajetória estética, dissolução da concretude da morte em forma inacabada que é tempo, eterno e fugaz. Em uma carta a seu amigo Henri Cazalis, Mallarmé descreve a longa e inenarrável agonia do luto e conclui: “felizmente, estou perfeitamente morto”. A morte, figurada ou não, age como uma nota musical repetida a cada página deste Túmulo, que anuncia e acolhe a presença e a ausência do filho, da doença, da paternidade incompleta, em uma escrita lacunar e fraturada. “Quando um poema está maduro, ele se separa”, escreve Mallarmé a Cazalis – talvez isso explique o destino do manuscrito, engavetado por tanto tempo. A tradução desses fragmentos que agora o público leitor tem à mão parece seguir o preceito mallarmeano de ceder iniciativa às palavras e, para isso, opera um duplo movimento de fazer transparecer ora o original francês, quando a tradução é mais literal, ora a recriação, em formulações que tiram máximo proveito dos recursos expressivos de nossa língua. Chega-nos uma escrita do luto, amadurecida pelos tempos que correm. 

                                                                                                                                                 Ana Cláudia Romano Ribeiro

 

Verão de 2021

ISBN: 978-65-86526-99-8

236 pag.

 

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1871: Mallarmé chega a Paris novamente, depois de anos trabalhando e penando no interior da França. Nesse momento, aos 29 anos, tinha uma filha de quase 7 anos, Geneviève, e um filho recém-nascidoAnatoleNovos ares, uma nova vida, novas amizades: é a partir dessa volta a Paris que sua carreira de fato vai acontecer e que seu nome começa a ser reconhecido. No meio de uma obra ascendente, de um novo pensamento literário que se consolida, de uma maior maturidade pessoal e poética, está a família. Resguardadas as características internas das famílias burguesas francesas no século XIX, Mallarmé se interessa por seus filhos, escolhe presentes no Natal, mesmo falando quase nada deles aos amigos. A primeira vez que sabemos que Anatole está doente é em abril de 1879: um reumatismo agudo, dolorosíssimo, que certamente o acometeu desde muito cedo. Poucos meses depois, em outubro, Mallarmé escreve em uma carta: “nossa querida criança nos deixou, docemente, sem saber”…  

A pior das inversões da lógica da vida, a morte de um filho, gerou o nunca acabado, lindo e doloroso, Para um túmulo de Anatole.  

Sandra M. Stroparo 

Guilherme Gontijo Flores

Nasceu em Brasília em 1984, é poeta, tradutor e leciona latim na UFPR. Estreou com os poemas de brasa enganosa em 2013, finalista do Portugal Telecom. Em 2014 lançou o poema-site Tróiades – remix para o próximo milênio, publicado como uma caixa no ano seguinte. Em seguida vieram l’azur Brasé, ou ensaio de fracasso sobre o humor (2016) e Naharia (2017). Esses quatro primeiros livros formam a tetralogia poética Todos os nomes que talvez tivéssemos, agora publicada em um só volume. 

O poeta também é autor de carvão : : capim (2017, em Portugal, 2018 no Brasil) e do poema labirinto avessa: áporo-antígona (disponível em https://escamandro.wordpress.com/2020/07/10/avessa-aporo-antigona-de-guilherme-gontijo-flores), além do romance História de Joia (2019). 

Como tradutor, publicou A anatomia da melancolia, de Robert Burton (2011-2013, 4 vols.), Elegias de Sexto Propércio (2014), Safo: fragmentos completos (2017) e Epigramas de Calímaco (2019), dentre outros. Coescreveu o livro ensaístico Algo infiel: corpo performance tradução, junto com Rodrigo Gonçalves e fotos de Rafael Dabul, e é autor do ensaio A mulher ventriloquada: o limite da linguagem em Arquíloco (disponível em: http://www.zazie.com.br/pequena-biblioteca-de-ensaios). 

É coeditor da revista e blog escamandro (https://escamandro.wordpress.com) e membro do grupo de performance e tradução Peroca Loca. 

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